quinta-feira, 8 de março de 2012

SISTEMA DE PROGRESSÃO PESSOAL:

Após 8 anos de estudos e reflexões, o CNE renova o seu Programa Educativo, adaptando e actualizando a forma como o escutismo é aplicado nos agrupamentos, mas mantendo a essência da mensagem de Baden-Powell. O processo de Renovação da Acção Pedagógica (RAP) começou em 2001 e contou com a participação de centenas de dirigentes, para a maior reforma educativa dos últimos 30 anos no maior movimento juvenil de Portugal.
Antes o sistema de progressão pessoal era baseado numa série de provas que todos tinham de cumprir. Agora há um enfoque nas especificidades de cada um.
As metas, não mudaram. "O que muda é a forma como se chega lá".
Caberá a cada escuteiro definir os seus objectivos e como os atingir.

Foram definidos novos Objectivos Educativos que são as metas que se pretendem atingir através do progresso pessoal de cada escuteiro. Estes objectivos são decorrentes de 6 áreas de desenvolvimento posteriores à fase de Adesão :


Área: PATA-TENRA (Adesão)

Trilho: Quero ser Lobito
1. Quando e como surgiu o Escutismo e o CNE?
2. Como se organiza o CNE? E Como se Organiza a I Secção?
3. Quem Foi Baden-Powell?
4. Quem foi S. Nuno de Santa Maria?
5. Conhecer bem a Lei, os Princípios, a Promessa e a Oração
6. Conhecer bem a Mística e a Simbologia da I Secção
7. Conhecer bem o Patrono, as Grandes Personalidades e os Modelos de Vida da I Secção.
8. Saber Trabalhar e viver em Bando.
9. Conhecer as áreas e os trilhos que terá de escolher? Idealizar algumas ideias para fazer cumprir os trilhos propostos?
10. Conhecer qual o modo de validação dos trilhos?

Desenvolvimento FÍSICO
Personagem da Selva: Cá
Trilho: Desempenho – Cá defende Máugli dos Bândarlougues
F1. Participo em actividades físicas e sou capaz de coordenar os movimentos do meu corpo com a respiração.

Trilho: Auto-conhecimento – Cá muda de pele
F2. Conheço as diferentes partes do meu corpo e sei que elas vão mudando pois estou a crescer.
F3. Conheço as principais diferenças do corpo feminino e masculino e descubro as suas mudanças.

Trilho: Bem-estar Físico – Máugli brinca com Cá
F4. Sei o que devo fazer para ser saudável e esforço-me por cumprir.
F5. Cuido do meu corpo e do meu especto.
F6. Sei que há comportamentos e produtos que prejudicam o meu crescimento.

Desenvolvimento AFECTIVO
Personagem da Selva: RACXA

Trilho: Relacionamento e Sensibilidade - Racxa acolhe Maúgli no Covil
A1. Aceito que o grupo é tão importante como eu e faço amizades.
A2. Escuto e respeito os mais velhos, tendo os pais como exemplo.
A3. Distingo aquilo que gosto e não gosto explicando porquê.
A4. Sou capaz de reproduzir o que vejo e oiço no ambiente que me rodeia.
A5. Conheço as diferentes relações entre as pessoas e os seus sentimentos.

Trilho: Equilibrio Emocional - Racxa defende Maúgli de Xer Cane.
A6. Sou capaz de dizer e explicar aquilo que sinto.

Trilho: Auto-Estima - Racxa gosta de Maúgli como ele é.
A7. Descrevo-me a mim mesmo, dizendo as minhas qualidades e defeitos.
A8. Sei as coisas em que preciso melhorar.
A9. Reconheço o que consigo fazer bem e esforço-me por melhorar o que faço.
A10. Esforço-me por melhorar o meu comportamento, mesmo quando tenho que fazer coisas de que gosto menos.

Desenvolvimento CARÁCTER
Personagem da Selva: BALÚ

Trilho: Autonomia - Balú ensina a Lei da Selva
C1. Compreendo e aplico a Lei da Alcateia.                  
C2. Ouço de boa vontade as opiniões dos meus pais e dos adultos que me acompanham e aprendo a escolher.
C3. Procuro, em cada dia, fazer as coisas melhor do que fazia antes.

Trilho: Responsabilidade – Balú ajuda a cumprir a Lei
C4. Esforço-me para que as minhas tarefas sejam levadas até ao fim e feitas da melhor forma.
C5. Sou alegre e em tudo o que faço procuro fazê-lo da melhor vontade.
C6. Descubro que os meus actos têm consequências.

Trilho: Coerência – Balú orgulha-se de Máugli
C7. Apresento as minhas ideias de forma alegre e calma e sei ouvir as opiniões dos outros.
C8. Faço as coisas do dia-a-dia, lembrando-me muitas vezes da Lei da Alcateia e das Máximas.

Desenvolvimento: ESPIRITUAL
Personagem da Selva: HATHI

Trilho: Descoberta – Hathi conta a história de Tha
E1. As histórias da Bíblia ajudam-me a conhecer Jesus.
E2. Descubro Jesus como o meu melhor amigo.
E3. Sei que a Igreja é a familiar dos Filhos de Deus.

Trilho: Vivência – Hathi guarda toda a Sabedoria da Selva
E4. Sei que conversar com Jesus sozinho ou com os meus amigos é rezar a Deus.
E5. Fiz a primeira comunhão na minha paróquia e quero continuar a descobrir mais coisas sobre Jesus e a Igreja.
E6. Descubro coisas diferentes e parecidas entre mim e meninos de outros povos.

Trilho: Serviço - Maúgli aprende com Hathi a Sabedoria da Selva.
E7. Gosto de descobrir as coisas bonitas na natureza, em mim e nos outros..
E8. Falo de Jesus abertamente aos meus amigos e digo-lhes porque Ele é importante para mim.
E9. Fico contente por participar nos acontecimentos da minha paróquia, em especial na Catequese e na Eucaristia.
Desenvolvimento: INTELECTUAL
Personagem da Selva: BAGUIRA

Trilho: Procura do Conhecimento – Máugli e Baguira caçam juntos
I1. Gosto de aprender e descobrir o mundo que me rodeia.
I2. Consigo descobrir coisas sobre o mundo que me rodeia.
I3. Sei as coisas que mais gostaria de aprender e experimentar.

Trilho: Resolução de Problemas - Baguira responsabiliza Máugli
I4. Aprendo com as coisas que me acontecem.
I5. Quando algo acontece sei dizer o que está bem e o que está mal e justifico.

Trilho: Expressão / Comunicação – Baguira defende Máugli na Rocha do Conselho
I6. Sou capaz de apresentar as minhas ideias.
I7. Sou capaz de escutar e dar importância às opiniões dos outros, aguardando a minha vez de falar.

Área de Desenvolvimento: SOCIAL
Personagem da Selva: ÁQUELA

Trilho: Exercício activo da cidadania – Àquela orienta as reuniões na Rocha do Conselho.
S1. Sei e aplico as regras de comportamento para viver em harmonia com os outros.
S2. Respeito aquilo que é de todos.
S3. Participo da melhor vontade nas minhas tarefas da escola, de casa e de outras actividades.
S4. Ao realizar uma tarefa aceito uma opinião diferente vinda dos meus pais, professores ou amigos.

Trilho: Cooperação e Solidariedade – Àquela ajuda Fao
S5. Sou Reconheço, no dia-a-dia, quando posso ser útil, quer em casa, na escola, na Alcateia ou em qualquer outro local ou situação.
S6. Sei trabalhar com os outros.

Trilho: Interação – Àquela ajuda Máugli a guiar os búfalos
S7. Desempenho com alegria as tarefas que me são dadas, nos grupos a que pertenço.
S8. Sou capaz de apresentar as minhas ideias, respeitando o melhor momento de o fazer.
Com o novo sistema de progresso deixam de existir provas obrigatórias, facultativas, opcionais, etc., todos os escuteiros têm que fazer as mesmas provas (objectivos), simplesmente escolhem o modo de as fazer.
Deixa de existir a declaração do termo “O Lobito prestou provas”, e passa a existir ”O Lobito deu provas”. Ou seja, o Lobito deixa de fazer a prova praticando, mas sim através das C.C.A., que o chefe vai tomando conhecimento e observando.
Na questão da passagem de Secção, é levado em conta a idade psicológica e não a idade física.

ETAPAS
Adesão – Pata-Tenra
•     Representa a fase de adaptação do Noviço.
•     O Noviço toma conhecimento das 7 Maravilhas do Método Escutista e posteriormente de todo o envolvente da I Secção.
•     O espaço entre as Insígnias de Pata-Tenra e de Lobo-Valente vai depender do tempo de adaptação.
•     Todos aqueles que actualmente já fizeram a promessa de Lobito, devem ter já a insígnia de Pata-Tenra.

1ª Etapa – Lobo Valente
Representa que já fez a promessa de Lobito. A questão de estar ou não apto para fazer a promessa é discutida e torna-se válida em C. G (Conselho de Guias).
Em Conselho de Guias todos os representantes (Guias de Bando, Guia de Alcateia e Equipa de Animação), têm direito a voto.
Independentemente do número de Guias ser par ou impar, o Chefe da Secção terá sempre o voto final e decisivo.
A resposta de cada representante deverá ser sempre justificada em ambos os casos (validação/invalidação), justa e honesta, excluída de qualquer tipo de amizade ou inimizade.

2ª Etapa – Lobo Cortês
Representa que tem a Etapa Lobo Valente conquistada e que está tentar conquistar a Etapa Lobo Cortês, ou seja, conquistou  pelos menos um trilho em cada uma das 6 áreas de desenvolvimento.
3ª Etapa – Lobo Amigo
Representa que tem a Etapa Lobo Cortês conquistada e que está tentar conquistar a Etapa Lobo Amigo, ou seja, conquistou pelos menos dois trilhos em cada uma das 6 áreas de desenvolvimento. 


Anilha de Mérito
Representa que tem a Etapa Lobo Amigo conquistada, ou seja conseguiu chegar ao topo do seu progresso. Como mérito do seu esforço e empenho receberá a Anilha de Mérito.
Se o Lobito não tiver atingido a idade (10 anos) para passar para a II Secção, deverá ir conquistando as Insígnias de Competências especificas da secção.
O Sistema de Progresso, acompanha as C.C.A. - Conhecimentos, Competências e Atitudes adquiridos em cada Objectivo. Este Reconhecimento é feito pela Equipa de Animação.


terça-feira, 6 de março de 2012

  A nossa Alcateia...
... conta já 41 anos de existência.
Atualmente conta com dois elementos na Equipa de Animação e oito Lobitos, três dos quais são Pata-Tenras (Etapa de Adesão ao Lobitismo).

BANDO BRANCO

BANDO CINZENTO

O nosso Covil

O Covil da Alcateia do Agrupamento 332 do CNE, está localizado na freguesia de Vila Cova, no concelho de Barcelos.
As reuniões na Rocha de Conselho são realizadas ao Domingo das 9:30 às 11:30 Horas no Covil (localizada Av. do Passal, Vila Cova, Barcelos).


O nosso Covil é muito recente, está inserido na sede do Agrupamento que foi inaugurada a 29 Maio de 2011, pelo Arcebispo Doutor Jorge Ortiga.

O nosso Covil é muito recente, está inserido na sede do Agrupamento que foi inaugurada a 29 Maio de 2011, pelo Arcebispo Doutor Jorge Ortiga.
Na vida da Alcateia os lugares, os espaços, os momentos devem estar associados a locais da Jangal onde têm lugar momentos importantes da vida de Maúgli, da Alcateia de Seiôuni, e de todos os animais. O Covil pode, assim, assemelhar-se a um local onde existem os diversos espaços da Selva:

Ø A Rocha do Conselho
É o círculo que marca o espaço onde toda a Alcateia se reúne para tomar as decisões importantes. Na Rocha do Conselho posiciona-se o Àquela e à volta, em círculo de Conselho está toda a Alcateia.
É neste espaço que têm lugar as reuniões do Conselho da Alcateia, que pode até ter o nome da Rocha do Conselho.

Ø A Rocha da Paz
É o local de paz entre todos – pode haver na alcateia um sitio onde os lobitos vão resolver os seus problemas uns com os outros – é o local de reconciliação.

Ø As Moradas Frias
É o local onde há lei – pode ser o local do castigo na Alcateia, aquele sítio para onde ninguém quer ir porque é sinónimo de ser um Bândarlougue.

Ø A Aldeia dos Homens
É o espaço exterior ao Covil. É um sítio desconhecido, potencialmente perigoso a que os lobitos vão tendo cada vez mais acesso à medida que vão crescendo.







JACINTA E FRANCISCO MARTO - Modelos de vida dos Lobitos

Francisco Marto nasceu em Aljustrel, Fátima, 11 de Junho de 1908. A sua irmã Jacinta Marto nasceu no mesmo local a 11 de Março de 1910.
Os irmãos são conhecidos mundialmente como Beato Francisco e Beata Jacinta de Fátima e  da igreja católica. Dois dos três pastorinhos que dizem ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria, de 13 de Maio até 13 de Outubro de 1917. 











Filhos de Olímpia e Manuel Marto, eram crianças típicas do Portugal rural da época. Como de início não frequentavam a escola, trabalhavam como pastores em conjunto com a sua prima Lúcia.
Francisco era um rapaz muito dado, mas calmo, e gostava de música, o qual mostrava habilidade no pífaro. Sendo muito independente nas opiniões, no entanto era pacificador, e mostrava-se muito respeitoso pelas pessoas e nem os animais escapavam à sua caridade.
Jacinta era uma criança afectiva, muito afável e emocionalmente frágil.
Na sequência das aparições, os dois irmãos foram influenciados porque terão visto  o Inferno, durante a terceira aparição (Julho de 1917). Deslumbrados com a triste sorte dos pecadores, na sua simplicidade, decidem responder ao apelo da Virgem Maria e fazer penitência e sacrifício pela conversão dos pecadores.
Na sequência das aparições, o comportamento dos dois irmãos alterou-se e desde então Francisco passou a preferir rezar sozinho. Marcados pelas palavras de Nossa Senhora para "que não ofendam mais a Deus", eles retirava-se na solidão "para consolar Jesus pelos pecados do mundo".
É possível que prolongados jejuns tenham enfraquecido os dois irmãos a ponto de terem sucumbido à epidemia do vírus influenza que varreu a Europa em 1918 e em consequência da primeira guerra mundial.
Francisco acabou por falecer em casa a 4 de Abril de 1919.
E mais tarde Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anesticiado  devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, acabando por morrer a 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital D. Estefânia em Lisboa.
Francisco e a irmã Jacinta foram beatificados pelo Papa João Paulo II  a 13 de Maio de 2000.

sexta-feira, 2 de março de 2012

S. CLARA DE ASSIS - Modelo de Vida dos Lobitos

Santa Clara de Assis nascida como Chiara d'Offreducci em Assis (Itália) no dia 16 de Julho de 1194, foi a fundadora do ramo feminino da Ordem Franciscana.
Segundo a tradição, o seu nome vem de uma inspiração dada à sua religiosa mãe, de que haveria de ter uma filha que iluminaria o mundo.
Pertencia a uma nobre familia e era dotada de grande beleza. A medida que ela crescia, perguntava-se por que todas as meninas do mundo não tinham a mesma sorte que ela. Também perguntava-se sobre os muitos mistérios da vida e da morte de todos os seres sobre a face da terra.
Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, tanto que, ao deparar-se com a pobreza evangélica vivida por São Francisco de Assis, foi tomada pela irresistível tendência religiosa de segui-lo.
Enfrentando a oposição da família, que pretendia arranjar-lhe um casamento vantajoso, aos dezoito anos Clara abandonou o seu lar e foi ao encontro de S. Francisco de Assis na Porciúncula onde fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por "Damas Pobres" ou Clarissas. Viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza.